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Sobre blogs e bebês

January 11, 2013

É a segunda vez que uma coisa muito engraçada acontece na minha vida online. Deletei meu facebook (de novo), pelo bem da dirce (amém!). Estou muito mais produtiva (porque não perco tanto tempo conferindo as atualizações) e feliz (porque estou mais produtiva), mas já posso prever o que vai acontecer comigo se/quando eu deletar o feice de novo: vou descobrir blogs incríveis e não vou conseguir parar de ler – o que é, obviamente, super improdutivo.

Minha mais recente descoberta é a blogosfera materna. Ahn? Quê? Pois é, gente, mães jovens e descoladas têm blogs muito legais sobre sua experiência com filhos. Minha preferida (que eu descobri no blog da Lola) é essa aqui. E por mais que pareça absolutamente nonsense meu atual blog preferido ser sobre maternidade, é óbvio que isso não é aleatório. Meus hormônios estão on fire, babando loucamente pelas crianças do sacolão, do ônibus, da colônia de férias da UFMG. Eu amo elas! Queria elas na minha casa, pra dar livros muito legais e contar histórias engraçadas, fazer música pra elas, ouvir as histórias delas – olha, pode parecer um exagero, mas eu não tenho nenhuma criança próxima pra escoar essa babação toda.

O mais legal sobre esse negócio de blogosfera materna é que dá um tapão nessa mania horrível que a gente tem de ficar separando os papéis. Não dá pra ser uma pessoa engajada politicamente, sexualmente ativa, super descolada e ainda por cima mãe, né? CLARO QUE DÁ. Mãe não é uma categoria à parte, que deixa todo o seu achismo do mundo de lado e vai cuidar dos filhos. Olha que mães legais que tem por aí! E aí eu me identifico demais com as coisas do que eu venho lendo no blog dessa moça (há quase duas horas sem parar). Ela fez uma síntese incrível das minhas aspirações maternas assim, ó: “No longo prazo, minha grande preocupação é criar gente legal, em todos os sentidos – respeitadora, tolerante, divertida, livre e atuante no mundo.” Tudo o que eu consigo pensar é: ❤

Há uns três anos, antes de namorar o Luiz, lembro que tivemos uma discussão sobre o que fazer se a gente engravidasse. Minha resposta era certa: aborto, uai. Hoje, isso nem passa pela minha cabeça. Claro que ia ser uma barra, chororô, drama e tudo mais (afinal, sou eu, né), mas eu ia querer demais o meu bebê. E ia escrever demais sobre ele na internet.

Enfins. Fiquei pensando muito que eu quero ter filho(a)(s).

Mas quando eu crescer, é claro.

 

UPDATE: Mais uma mãe preferida pra aumentar (qualitativamente) minha improdutividade!

A paixão segundo Martin-Barbero (esse tutuco)

March 2, 2011
“Percebi que eu só quero pesquisar o que me dê esperança. Temos que pesquisar não só o que permite denunciar, mas o que permite transformar, mesmo em pequena medida. Eu sempre recorro a uma teoria não escrita brasileira, a teoria das brechas, segundo a qual todo muro, por mais maciço que pareça, tem sempre uma brecha que alguém pode aumentar para derrubá-lo. Eu transmito cada vez mais esperança. Cada vez mais ponho paixão no que digo, porque é a única maneira de fazer as pessoas perceberem algum valor no que digo. A paixão é contagiosa, não se pode pedir desculpas pela paixão”.
Em “As formas mestiças da mídia”, entrevista à revista Fapesp (2009).

É amor! É amor!