Posts Tagged ‘papo nerd’

Queremos carne!

February 20, 2013

“Não é o fato de o texto ser insípido e aborrecido que o torna acurado. Muitas vezes, os cientistas sociais acreditam que o “estilo objetivo”, no sentido de uns poucos truques gramaticais como a voz passiva, o “nós” majestático e uma pletora de notas de rodapé, camuflará milagrosamente a falta de objetos. O molho espesso do “estilo objetivo” não consegue esconder por muito tempo a ausência de carne. Mas, se você tem carne, poderá acrescentar a ela alguns condimentos – ou não.” 

Yes, Latour, yes!

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Published

January 4, 2013

Desativei de novo minha conta do Facebook. Dessa vez, depois da chantagem emocional de praxe, ele me pediu pra escrever aquelas palavras ilegíveis de confirmação. E uma delas era “published”!
Interpretei como um bom presságio e larguei o feice feliz da vida.

E esse é o tipo de coisa que eu escreveria lá.

Auto-ajuda rizomorfa

August 15, 2012

Seja rápido, mesmo parado! Linha de chance, jogo de cintura, linha de fuga. Nunca suscite um general em você! Nunca ideias justas, justo uma ideia. Tenha ideias curtas. Faça mapas, nunca fotos nem desenhos. Seja a Pantera cor-de-rosa e que vossos amores sejam como a vespa e a orquídea, o gato e o babuíno.

 

Devir animal

Poema-desespero-concreto

June 20, 2012

Pensa, cabeça
Pensa, cabeça
Escreve, dedo
Fecha, pestana
Dorme um tiquinho
Acorda com o rosto marcado
Come biscoito piraquê
Pensa, cabeça
Olha o e-mail
Escreve, dedo
Pensa, cabeça
Procura melão na geladeira
Não acha melão
Come biscoito piraquê
Pensa, cabeça
Escreve, dedo
Pensa, cabeça

Pesadelo

April 11, 2012

Hoje eu tive um sonho horrível. Sonhei que fui dar aula pros meus alunos na quinta à noite, mas a sala estava muito cheia de gente e de televisões. Os meninos que nunca apareceram na disciplina estavam lá, conversando muito, fazendo bagunça e ligando as televisões. E o Bruno Leal tinha ido assistir à aula. Para completar, eu não tinha preparado a aula direito e só lembrei disso no meio do sonho, vendo meus xerox não lidos. Eu tentava retomar as aulas passadas, mas esquecia o que eu ia falar e perdia completamente o controle da turma. E o Bruno Leal lá, assistindo. Pra completar, quando eu saía do campus, um moço tentava me assaltar e eu saia correndo Fafich afora, com muito medo. Acordei às 05h50 toda retorcida, tensa, com dor de cabeça e muito preocupada.

 

Tenho que lembrar de contar isso pro meu analista (eu voltei!) e preparar a aula muito diretinho na quinta, creindeuspai.

Garotinha juvenil

July 14, 2011

Lá no meio dos textos antigos de Teorias da Comunicação, um verbete sobre “Teorias da Comunicação na Europa”.

Meu deus, eu era uma freak.

Terrorismo poético e outros crimes exemplares

June 30, 2011

“Dançar de forma bizarra durante a noite inteira nos caixas eletrônicos dos bancos. Apresentações pirotécnicas não autorizadas. Land-art, peças de argila que sugerem estranhos objetos alienígenas espalhados em parques estaduais. Arrombe apartamentos, mas, em vez de roubar, deixe objetos poético-terroristas. Sequestre alguém e faça-o feliz”

Ok, pode soar “pueril” – como se diz. Mas não deixa de ser lindo!

A paixão segundo Martin-Barbero (esse tutuco)

March 2, 2011
“Percebi que eu só quero pesquisar o que me dê esperança. Temos que pesquisar não só o que permite denunciar, mas o que permite transformar, mesmo em pequena medida. Eu sempre recorro a uma teoria não escrita brasileira, a teoria das brechas, segundo a qual todo muro, por mais maciço que pareça, tem sempre uma brecha que alguém pode aumentar para derrubá-lo. Eu transmito cada vez mais esperança. Cada vez mais ponho paixão no que digo, porque é a única maneira de fazer as pessoas perceberem algum valor no que digo. A paixão é contagiosa, não se pode pedir desculpas pela paixão”.
Em “As formas mestiças da mídia”, entrevista à revista Fapesp (2009).

É amor! É amor!

Software livre piadista

May 24, 2010

O OpenOffice quer me coagir a trocar “Foucault” por “Foucisca”, “Foucártia”, “Foucinha”, ou “Foucherita”. Eu não consigo me decidir.

Foucherita

Momento cultura #1 – o devir-animal

May 15, 2010

Cumprindo com o papel educativo a que este blog se propõe, o Selvagem traz um pouco de Deleuze até você. Neste breve post filosófico-existencial, uma citação do próprio Gilles acerca de um de seus conceitos mais emblemáticos – o devir-animal:

“Sei lá, bicho. É algo da ordem do intransponível, esse devir-animal. Antes que você possa perceber, é completamente tomado pelo eterno fluxo das imagens, não há écran que segure. Mil grau, mil grau. O devir produz-se a si próprio como um devir-outro, um não-devir que nunca deixa de ser – sem nem nunca ter sido. Uma parada mutcho loka.” (DELEUZE, 2004, p. 497)

Referências: DELEUZE, Gilles. Mil platôs: capitalismo, esquizofrenia e metal hard core.