Posts Tagged ‘utilidade pública’

O ano das maravilhas

March 1, 2013

2013 taí, minha gente, e parece ter vindo com tudo! Antes que chegue o Natal, vou colar aqui minhas metas (sim, metas) para esse chuchuzinho em formato de delimitação temporal. A ideia é pensar nelas de vez em quando, cortar algumas, aumentar a lista, dar uns checks, etc. Essas coisas de gente sistemática que tanto alegram o meu coração.

ANUNCIO ASSIM QUE, EM 2013, EU VOU:

Terminar uma dissertação razoável em fevereiro, cumprindo os prazos do cronograma. Haha, essa já era. Vou trocar para:

Terminar uma dissertação razoável, ponto. FEITO! UHUUUUU!

(Não só terminei, como tive uma banca inacreditável de tão divertida)

– Fazer o circuito Athenas e correr 10K no fim do ano;

– Continuar correndo no mínimo 2X por semana;

– Chegar na minha faixa de peso saudável (minha meta quantitativa é 60 kg) e não sair dela;

– Ir pra Chapada Diamantina;

– Viajar mais nos fins de semana;

– Fazer frilas legais;

Arrumar um emprego que acabe às 18h e que me deixe feliz; FEITO!

(Um emprego de 30h semanais, que é a quantidade máxima que todo cerumano deveria trabalhar)

Cortar o cabelo joãozinho! FEITO!

(Saí da cabelereira livre, leve e solta, me sentindo assim, muito mulher. E achei que ficou lindo! <3)

– Sair da casa da minha mãe;

– Ter um poeta preferido;

– Saber quem são minhas referências;

– Ler literatura fora do ônibus;

– Andar mais de bicicleta.

Valen-dô.

Perca tempo agora: pergunte-me como!

February 12, 2013

Eu tinha um plano lindo pra esse carnaval, com um dia de folia e outros quatro de produtividade intensa & amor à dirce. Já se foram três dias e dois prazos – e nada. No auge do desespero, decidi escrever loucamente a madrugada inteira fazer uma linda lista com as formas mais fofas e inovadoras de perder tempo que eu usei nesse feriadão. Se você precisa urgente entregar alguma coisa e está sem criatividade para a procrastinação, sirva-se, colega!

– Ter uma ressaca monstra

– Dormir 10h por noite

– Ficar online no Gtalk

– Fazer um faxinão no quartinho dos fundos

– Decidir assistir um filme

– Descobrir que você baixou todos os filmes no seu HD sem legenda ou dublados em italiano

– Baixar as legendas e faixas de áudio corretas

– Aprender a fazer abobrinha refogada

– Cuidar muito bem da higiene dental

– Ficar muito foda no FreeCell

– Experimentar os vestidos de festa da sua mãe

– Descobrir que o papa renunciou e pensar várias formas engraçadas de usar seu feice papal pra dar a notícia (sendo que você não tem mais facebook)

– Fazer uma lista de como perder tempo

Eu sou tipo a Herbalife da procrastinação

Eu sou tipo a Herbalife da procrastinação

Sobre blogs e bebês

January 11, 2013

É a segunda vez que uma coisa muito engraçada acontece na minha vida online. Deletei meu facebook (de novo), pelo bem da dirce (amém!). Estou muito mais produtiva (porque não perco tanto tempo conferindo as atualizações) e feliz (porque estou mais produtiva), mas já posso prever o que vai acontecer comigo se/quando eu deletar o feice de novo: vou descobrir blogs incríveis e não vou conseguir parar de ler – o que é, obviamente, super improdutivo.

Minha mais recente descoberta é a blogosfera materna. Ahn? Quê? Pois é, gente, mães jovens e descoladas têm blogs muito legais sobre sua experiência com filhos. Minha preferida (que eu descobri no blog da Lola) é essa aqui. E por mais que pareça absolutamente nonsense meu atual blog preferido ser sobre maternidade, é óbvio que isso não é aleatório. Meus hormônios estão on fire, babando loucamente pelas crianças do sacolão, do ônibus, da colônia de férias da UFMG. Eu amo elas! Queria elas na minha casa, pra dar livros muito legais e contar histórias engraçadas, fazer música pra elas, ouvir as histórias delas – olha, pode parecer um exagero, mas eu não tenho nenhuma criança próxima pra escoar essa babação toda.

O mais legal sobre esse negócio de blogosfera materna é que dá um tapão nessa mania horrível que a gente tem de ficar separando os papéis. Não dá pra ser uma pessoa engajada politicamente, sexualmente ativa, super descolada e ainda por cima mãe, né? CLARO QUE DÁ. Mãe não é uma categoria à parte, que deixa todo o seu achismo do mundo de lado e vai cuidar dos filhos. Olha que mães legais que tem por aí! E aí eu me identifico demais com as coisas do que eu venho lendo no blog dessa moça (há quase duas horas sem parar). Ela fez uma síntese incrível das minhas aspirações maternas assim, ó: “No longo prazo, minha grande preocupação é criar gente legal, em todos os sentidos – respeitadora, tolerante, divertida, livre e atuante no mundo.” Tudo o que eu consigo pensar é: ❤

Há uns três anos, antes de namorar o Luiz, lembro que tivemos uma discussão sobre o que fazer se a gente engravidasse. Minha resposta era certa: aborto, uai. Hoje, isso nem passa pela minha cabeça. Claro que ia ser uma barra, chororô, drama e tudo mais (afinal, sou eu, né), mas eu ia querer demais o meu bebê. E ia escrever demais sobre ele na internet.

Enfins. Fiquei pensando muito que eu quero ter filho(a)(s).

Mas quando eu crescer, é claro.

 

UPDATE: Mais uma mãe preferida pra aumentar (qualitativamente) minha improdutividade!

Enquete cultural – quem diabos é Durango Kid?

October 4, 2011

Um dos grandes mistérios da música brasileira é o tal do Durango Kid, que aparece em nada menos que três músicas que eu conheço (Cowboy fora da lei, do Raul Seixas; Eu quero é botar meu bloco na rua, do Sérgio Sampaio e Durango Kid, do Milton). Não é preciso nem levar em conta o grande acervo brasileiro que eu não conheço pra constatar a representatividade desse personagem. Acho que fora ele, só o Matita Pereira, mesmo – que é outra grande incógnita, mas fica pra outro post.

É na busca de trazer mais conhecimento para o universo virtual – além de algum entretenimento besta pra alegrar seus corações – que o Selvagem traz até você a enquete cultural da vez. Quem, afinal, é esse moço, Durango Kid? Seria um cowboy gaúcho fundo de quintal? Um maníaco urbano, tipo o fura-bundas? O porquinho-da-índia do Vinícius de Moraes?

Está posto o desafio. A resposta mais criativa, segundo a classificação dos nossos jurados*, ganha uma camiseta produzida e autografada pelo próprío Selvagem, além de kit camisinha e cortesias para o show do Djalma não entende de política no Chevrolet Hall. Tá esperando o quê pra mandar a sua?

*Conheça aqui os nossos jurados.

Belorizonte #2 – avaliação das bibliotecas de Beagá (em eterna construção)

August 2, 2011

Mais uma vez, o Selvagem proporciona a você, belorizontino, um incrível e inédito serviço de utilidade pública. Esse post é pra você, que se distrai com a rádio Deus é Amor na cozinha, o sofá quentinho na sala, o cachorro relando na parede do quarto. Para quem simplesmente não é capaz de estudar em sua própria casa, nossa equipe visitou algumas das principais bibliotecas da cidade e trouxe uma avaliação fresquinha e crocante!

Luminária individual é demais pro meu coração.

Letras – ****

Mais uma 24h para a alegria dos nossos corações! Depois da reforma, a biblioteca da Letras ficou um chuchuzinho. Além do ambiente climatizado com as melhores mesas, redondas e grandes, pra você espalhar todos os seus livros e papéis, ela tem um ambiente de entrada com várias mesinhas e tomadas individuais. Além de um espaço digital cheio de computadores patrocinado por um banco (?), em que a internet é bastante razoável. Para completar a atmosfera de amor acadêmico, os porteiros estão sempre muito satisfeitos e são muito simpáticos. Três palavras finais: máquina de café! Ok, ela pode vai engolir seu dinheiro, mas o troco vem em forma de felicidade. O único inconveniente é não poder entrar com garrafinha de água – a única nesse ranking. Mas ela não podia ser perfeita, né.

Onde fica? Campus da UFMG, na Pampulha.

Funciona quando? 24 horas, baby.

Silêncio? Sim!

Tomadas? Sim!

Banheiros internos? Sim!

Wireless? Sim, mas tem que ter registro no MinhaUfmg.

Face – ****

Sim, ela é 24 horas. Tem baias individuais e mesinhas coletivas, claridade e cadeiras confortáveis, tomadas e mais tomadas, banheiro e bebedouro lá dentro. A biblioteca da Face é quase linda. O que tira sua quinta estrelinha, além da localização um tanto fora de mão, é a excessividade de regrinhas e burocracias. Por exemplo: a biblioteca tem quatro salas de estudo em grupo, espaçosas, limpinhas e com um bom mobiliário de mesas e cadeiras. Mas para usar essas salas, é preciso ter em mãos diversas carteirinhas de usuário e preencher uma papelada enorme. E se não tiver feito reserva antecipada, a cara amarrada da funcionária vai quase te desanimar. Por exemplo: na sala de estudo individual, há um aviso colado na parede: “proibido usar o mouse”. Fim.

Onde fica? Campus da UFMG, na Pampulha.

Funciona quando? 24 horas, baby.

Silêncio? Sim!

Tomadas? Muitas!

Banheiros internos? Sim!

Wireless? Sim, mas tem que ter registro no MinhaUfmg.

Assembleia – ****

Um dos melhores achados, a biblioteca da ALMG continua nas sombras para a maioria das pessoas. Destaque para as luminárias nas mesas de estudo individual, cada uma com sua tomadinha-belezinha. Nada muito arrojado, mas uma ótima ideia – convenhamos. Vá preparado para um frio glacial devido ao ar condicionado, que incomoda um pouco, mas é lindo no verão tropical de Belo Horizonte. Para o pessoal do concurso, a biblioteca parece ter um acervo legal de coisas jurídicas e legislativas. E tem até um acervinho de literatura! Bem localizada, diversos ônibus por perto. Chuchuzinha, uma pena que fecha cedo.

Onde fica? Na sede da ALMG, R. Rodrigues Caldas, 30. Santo Agostinho.

Funciona quando? De 8h às 17h em dias de semana.

Silêncio? Sim!

Tomadas? Uma por mesinha individual.

Banheiros internos? Não.

Wireless? Sim!

Izabela Hendrix – ***

Duas questões tornam a biblioteca do Izabela muito prática: primeiro, ela fica na Praça da Liberdade, região central e cheia de ônibus. Segundo, pode entrar com mochila e tudo, sem aquela coisa chata de ficar voltando no escaninho pra buscar alguma coisa toda hora. O problema é que ela fica dentro de um colégio. Não é difícil se distrair com o ruído incessante na hora do recreio das crianças, ou com um dragão de papel passando na janela. Além disso, as tomadas estão todas localizadas em duas paredes: no restante do espaço, nada de ligar seu computador. Recentemente, bloquearam o acesso à internet wireless para quem não é estudante – o que também irrita. Mas nada que uma conversinha com o pessoal em volta não possa resolver.

Onde fica? Rua da Bahia, a um quarteirão da Praça da Liberdade.

Funciona quando? De 6h às 23h em dias de semana e de 7h às 17h no sábado.

Silêncio? Se você der sorte…

Tomadas? Algumas.

Banheiros internos? Não.

Wireless? Não.

Fafich – ***

Depois que começaram a construir o anexo do prédio, ficou mais difícil viver na biblioteca da Fafich. Sem o barulho de obras, ela é bastante agradável e aconchegante, embora seja sempre muito fria. O melhor da Fafich certamente é o acervo – se você é um estudante de Ciências Humanas, é claro. De resto, nada de especial: cadeiras velhinhas, algumas tomadas que não funcionam, sempre muita gente estudando. Entra no ranking principalmente pela questão afetiva, mesmo.

Onde fica? Campus da UFMG, na Pampulha.

Funciona quando? De 8h às 22h30 em dias de semana.

Silêncio? Quando não tem obra…

Tomadas? Funcionando, algumas.

Banheiros internos? Não.

Wireless? Sim!

Biblioteca pública – **

A biblioteca pública de BH tem duas opções de ambiente. A primeira é meio vitrine humana: fica todo mundo nas mesinhas, sem precisar de escaninho, mas com uma parede de vidro para a rua da Bahia. Acho essa parte meio opressora, todo mundo te vendo dormir em vez de ler o maldito xerox. Além disso, é meio sujeira tirar um computador da bolsa e ficar de boaça sendo observado por qualquer um. Para acessar a parte de cima, tem que preencher o livrinho e deixar a mochila nos escaninhos. Há algumas tomadas pelo chão, é fresquinho, até dá pra concentrar. Mas nada de silêncio. É como se os alunos do Santo Antônio estivessem fazendo educação física na estante de trás.

Onde fica? Rua da Bahia, a um quarteirão da Praça da Liberdade. Se você já andou até aqui, caminhe mais um quarteirão e vá para o Izabela. Vai valer a pena.

Funciona quando? A parte da vitrine, de 8h às 20h em dias de semana e de 8h às 12h no sábado.

Silêncio? Never.

Tomadas? Algumas.

Banheiros internos? Na parte de cima, sim.

Wireless? Diz que tem a da praça, né? Eu não consegui acessar.

Faculdade de Direito – *

Uma vez, eu levei pra casa sem querer a chave do escaninho dessa biblioteca horrorosa. Meu acesso foi bloqueado e lá fui eu devolver a maldita na segunda-feira seguinte. Acontece que você tem que pagar um chaveiro para trocar o segredo, quando isso acontece. Sai de 20 a 30 r$, dependendo do quanto o moço for com a sua cara. Os bibliotecários já deixam cartõezinhos do chaveiro mais próximo em cima da bancada. Ao me atender, ele me disse que vai ao local pelo menos duas vezes por dia. Precisa falar mais alguma coisa?

Onde fica? Av. João Pinheiro, entre Guajajaras e Álvares Cabral.

Funciona quando? De 7h às 22h em dias de semana e de 8h às 12h no sábado.

Silêncio? Não.

Tomadas? Tem uma gambiarra com uma extensão nojenta. Dá pra ligar uns 4 computadores.

Banheiros internos? Sim, porém assustadores.

Wireless? Não.

Centro de Cultura de Belo Horizonte (CCBH) – (-)* (uma estrela negativa)

Esse povo da administração municipal tem os conceitos muito diferentes dos meus – danadinhos. O que eles chamam de biblioteca é um espacinho com livros, revistas e jornais que você pode consultar. Até aí, tudo lindo. A ironia da coisa é que você pode consultar SÓ o mini-acervo deles. Nada de entrar com livros próprios ou de outras bibliotecas, quiçá páginas de xerox ou um notebook. Pra essas leituras externas, existe uma mesa com seis cadeiras e ponto, do lado de fora. Pra completar, os funcionários são meio desorientados (“Moça, não consigo abrir o banheiro com essa chave que cê me deu…” / “É, nem eu.”) e o lugar é MUITO barulhento. De que adianta esse prédio lindo, gente?

Onde fica? Rua da Bahia, nº 1149, esquina com Augusto de Lima.

Funciona quando? De 9h às 19h, em dias de semana.

Silêncio? Não.

Tomadas? Não.

Banheiros internos? Não. No andar da “biblioteca”, o banheiro não abre. Tem um banheiro no segundo andar.

Wireless? Sim, a da prefeitura.